Bebidas fortificadas, iogurtes "fitness", lanches proteicos: será que essa febre de janeiro se justifica?
Janeiro é o mês das resoluções, dos carrinhos de compras "mais limpos" e de uma palavra que aparece em toda parte: proteína.
Nós as encontramos nas prateleiras, nos cardápios, nas postagens sociais e até mesmo no café. Mas entre iogurtes proteicos, barras e lanches "fitness", uma questão permanece em aberto: de quanta proteína realmente precisamos em janeiro? A resposta é menos extrema do que parece e muito mais fácil de colocar em prática.
Por que todo mundo parece obcecado por proteínas em janeiro?
Após as festas de fim de ano, o desejo é quase universal: sentir-se mais leve, em forma e com mais energia. As proteínas ocupam imediatamente o centro das atenções porque prometem músculos tonificados, maior saciedade e uma sensação de "ordem" à mesa após os excessos do Natal. Colocá-las parece ser a maneira mais rápida de colocar tudo sob controle novamente. O problema, no entanto, surge quando elas deixam de ser um nutriente útil e passam a ser uma obsessão: não mais um aliado do equilíbrio alimentar, mas um modismo a ser perseguido em janeiro, muitas vezes sem necessidade ou critério real.
Quanta proteína é realmente necessária
Para um adulto saudável, a necessidade diária de proteína é muito mais moderada do que sugerem os rótulos e as alegações publicitárias. Em média, cerca de 0,8-1 grama de proteína por quilograma de peso corporal por dia é suficiente para cobrir as necessidades reais do corpo. Mesmo aqueles que se exercitam regularmente podem aumentar um pouco as quantidades, mas sem ir atrás de números extremos: mais proteína não significa automaticamente mais resultados, especialmente em janeiro.
Na prática, isso significa que:
- você não precisa de proteína extra em todas as refeições
- não é necessário escolher apenas produtos "proteicos
- comer mais não acelera os resultados
O corpo usa o que precisa. O restante é excedente.
Proteína e resultados visíveis: o que esperar
Incluir a quantidade certa de proteína em sua dieta ajuda a se sentir mais saciado e a controlar melhor a fome, o que é uma grande vantagem após os excessos das festas de fim de ano. Esse efeito pode se traduzir em refeições mais regulares, menos lanches improvisados e uma sensação geral de maior "firmeza". Mas é preciso deixar claro: a proteína não é uma fórmula mágica. Elas só funcionam quando incluídas em uma dieta equilibrada, juntamente com carboidratos, gorduras boas e um estilo de vida consistente.
Os resultados aparecem quando elas são combinadas com:
- refeições balanceadas
- porções realistas
- um mínimo de exercícios
Sem esses elementos, até mesmo o produto mais "rico em proteínas" não passa de uma promessa.
Proteína sim, mas sem gastar mais
Um dos erros mais comuns em janeiro é pensar que "proteína" é automaticamente sinônimo de "melhor" ou mais saudável. Na realidade, muitos produtos fortificados seguem a tendência atual: eles custam mais caro, geralmente têm listas de ingredientes mais longas e não oferecem vantagens reais em relação aos alimentos tradicionais que já são naturalmente ricos em proteínas. O resultado? Mais marketing no carrinho e menos conscientização na mesa.
As fontes mais simples e convenientes de proteína já estão em nossas cozinhas:
- ovos
- legumes
- leite e iogurte natural
- queijo cottage e queijos frescos
- peixes e carnes brancas
Comer proteína não significa fazer compras especiais, mas sim fazer melhores escolhas.
Falsos mitos sobre proteínas
Muitas crenças irrealistas circulam em janeiro. Entre as mais comuns estão:
- "Mais proteína é igual a mais perda de peso"
- "Se não for proteína, não é bom"
- "Proteína vegetal não conta
- "Só é bom para quem faz academia".
A verdade é que o que conta é o equilíbrio geral, não o rótulo.
A verdadeira estratégia de janeiro
Janeiro não deve ser o mês de renúncias drásticas, mas o mês de bases sólidas. As proteínas são importantes, mas não devem se tornar uma obsessão. Usá-las bem significa comer com mais regularidade, sentir-se saciado por mais tempo e criar hábitos que durem além do inverno.
Quando a moda passa, as escolhas que realmente funcionam permanecem. E à mesa, como sempre acontece, a simplicidade ainda é a melhor estratégia.
Daniele Mainieri
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