Como identificar uma sardinha que não está boa? Os sinais que nunca deve ignorar
A sardinha é um dos peixes mais consumidos tanto em Portugal como no Brasil. Versátil, nutritiva e relativamente acessível, pode ser grelhada, assada, frita ou preparada em diversos pratos tradicionais. No entanto, por ser um peixe muito perecível, é importante saber reconhecer os sinais de frescura antes da compra.
Alguns detalhes na aparência, no cheiro e na textura permitem perceber rapidamente se a sardinha ainda está própria para consumo ou se já começou a deteriorar-se.
Os olhos devem estar brilhantes
Um dos primeiros aspetos a observar são os olhos.
Numa sardinha fresca, eles apresentam-se:
- Transparentes;
- Brilhantes;
- Ligeiramente salientes.
Se estiverem baços, afundados, esbranquiçados ou secos, é provável que o peixe já tenha perdido frescura.
As guelras revelam muito sobre o estado do peixe
Se tiver oportunidade de observar as guelras (brânquias), verifique a sua cor.
O ideal é que sejam:
- Vermelho-vivo ou vermelho-rosado;
- Húmidas;
- Sem muco excessivo.
Guelras castanhas, acinzentadas ou com cheiro desagradável indicam que a sardinha já não está nas melhores condições.
O cheiro deve lembrar o mar, não peixe forte
Ao contrário do que muitos pensam, peixe fresco não tem um cheiro intenso.
A sardinha deve apresentar um aroma suave, semelhante ao do mar.
Evite exemplares que libertem:
- Cheiro intenso a peixe;
- Odor a amoníaco;
- Aroma azedo;
- Cheiro semelhante a fermentação.
Estes odores são sinais claros de deterioração.
A pele deve estar brilhante e as escamas bem presas
A superfície da sardinha deve apresentar brilho natural e aspeto húmido.
Além disso, as escamas devem permanecer bem aderidas ao corpo.
Evite peixes que apresentem:
- Pele opaca;
- Escamas a desprender-se facilmente;
- Manchas escuras;
- Pele ressequida ou muito viscosa.
Faça o teste da firmeza
Se for possível, pressione ligeiramente a barriga ou o lombo da sardinha.
A carne deve ser firme e recuperar rapidamente a forma.
Se o dedo deixar uma marca profunda ou se o peixe estiver demasiado mole, significa que perdeu frescura.
Atenção ao ventre
A barriga da sardinha deve estar íntegra.
Se estiver rebentada, muito inchada ou aberta espontaneamente, é um sinal de que o peixe já iniciou um processo de decomposição.
Este é um dos aspetos mais valorizados tanto nos mercados portugueses como nas peixarias brasileiras.
Depois de limpar, observe a carne
Mesmo que a aparência exterior seja boa, vale a pena verificar a carne antes de cozinhar.
Não consuma a sardinha se apresentar:
- Cor acastanhada ou acinzentada;
- Carne muito mole;
- Líquido escuro;
- Cheiro desagradável;
- Muco espesso;
- Qualquer sinal de bolor.
Como conservar corretamente
Em Portugal e no Brasil, a recomendação é semelhante: a sardinha deve ser mantida sempre refrigerada entre 0 °C e 4 °C e consumida preferencialmente no próprio dia da compra ou, no máximo, em um ou dois dias.
Se não for utilizada nesse período, o ideal é congelá-la o mais rapidamente possível.
Depois de descongelada, não deve voltar a ser congelada, pois isso aumenta o risco de proliferação de microrganismos e compromete a qualidade do alimento.
Vale a pena dedicar alguns segundos à escolha
Escolher uma sardinha fresca é mais simples do que parece. Olhos brilhantes, guelras vermelhas, pele reluzente, carne firme e cheiro suave são os principais indicadores de qualidade.
Por outro lado, olhos opacos, cheiro intenso, textura mole, barriga rompida e excesso de muco são sinais de que o peixe já não está em boas condições e deve ser evitado.
Em Portugal, onde a sardinha é um símbolo da gastronomia, sobretudo durante os Santos Populares, e no Brasil, onde também faz parte da alimentação de milhões de pessoas, conhecer estes sinais ajuda a garantir refeições mais seguras, saborosas e de melhor qualidade.
Mirella Mendonça
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