Como identificar uma sardinha que não está boa? Os sinais que nunca deve ignorar

Saturday 18 July 2026 15:00 - Mirella Mendonça
Como identificar uma sardinha que não está boa? Os sinais que nunca deve ignorar

A sardinha é um dos peixes mais consumidos tanto em Portugal como no Brasil. Versátil, nutritiva e relativamente acessível, pode ser grelhada, assada, frita ou preparada em diversos pratos tradicionais. No entanto, por ser um peixe muito perecível, é importante saber reconhecer os sinais de frescura antes da compra.

Alguns detalhes na aparência, no cheiro e na textura permitem perceber rapidamente se a sardinha ainda está própria para consumo ou se já começou a deteriorar-se.


Os olhos devem estar brilhantes

Um dos primeiros aspetos a observar são os olhos.

Numa sardinha fresca, eles apresentam-se:

  • Transparentes;
  • Brilhantes;
  • Ligeiramente salientes.

Se estiverem baços, afundados, esbranquiçados ou secos, é provável que o peixe já tenha perdido frescura.

As guelras revelam muito sobre o estado do peixe

Se tiver oportunidade de observar as guelras (brânquias), verifique a sua cor.

O ideal é que sejam:

  • Vermelho-vivo ou vermelho-rosado;
  • Húmidas;
  • Sem muco excessivo.

Guelras castanhas, acinzentadas ou com cheiro desagradável indicam que a sardinha já não está nas melhores condições.

O cheiro deve lembrar o mar, não peixe forte

Ao contrário do que muitos pensam, peixe fresco não tem um cheiro intenso.

A sardinha deve apresentar um aroma suave, semelhante ao do mar.

Evite exemplares que libertem:

  • Cheiro intenso a peixe;
  • Odor a amoníaco;
  • Aroma azedo;
  • Cheiro semelhante a fermentação.

Estes odores são sinais claros de deterioração.

A pele deve estar brilhante e as escamas bem presas

A superfície da sardinha deve apresentar brilho natural e aspeto húmido.

Além disso, as escamas devem permanecer bem aderidas ao corpo.

Evite peixes que apresentem:

  • Pele opaca;
  • Escamas a desprender-se facilmente;
  • Manchas escuras;
  • Pele ressequida ou muito viscosa.

Faça o teste da firmeza

Se for possível, pressione ligeiramente a barriga ou o lombo da sardinha.

A carne deve ser firme e recuperar rapidamente a forma.

Se o dedo deixar uma marca profunda ou se o peixe estiver demasiado mole, significa que perdeu frescura.

Atenção ao ventre

A barriga da sardinha deve estar íntegra.

Se estiver rebentada, muito inchada ou aberta espontaneamente, é um sinal de que o peixe já iniciou um processo de decomposição.

Este é um dos aspetos mais valorizados tanto nos mercados portugueses como nas peixarias brasileiras.

Depois de limpar, observe a carne

Mesmo que a aparência exterior seja boa, vale a pena verificar a carne antes de cozinhar.

Não consuma a sardinha se apresentar:

  • Cor acastanhada ou acinzentada;
  • Carne muito mole;
  • Líquido escuro;
  • Cheiro desagradável;
  • Muco espesso;
  • Qualquer sinal de bolor.

Como conservar corretamente

Em Portugal e no Brasil, a recomendação é semelhante: a sardinha deve ser mantida sempre refrigerada entre 0 °C e 4 °C e consumida preferencialmente no próprio dia da compra ou, no máximo, em um ou dois dias.

Se não for utilizada nesse período, o ideal é congelá-la o mais rapidamente possível.

Depois de descongelada, não deve voltar a ser congelada, pois isso aumenta o risco de proliferação de microrganismos e compromete a qualidade do alimento.

Vale a pena dedicar alguns segundos à escolha

Escolher uma sardinha fresca é mais simples do que parece. Olhos brilhantes, guelras vermelhas, pele reluzente, carne firme e cheiro suave são os principais indicadores de qualidade.

Por outro lado, olhos opacos, cheiro intenso, textura mole, barriga rompida e excesso de muco são sinais de que o peixe já não está em boas condições e deve ser evitado.

Em Portugal, onde a sardinha é um símbolo da gastronomia, sobretudo durante os Santos Populares, e no Brasil, onde também faz parte da alimentação de milhões de pessoas, conhecer estes sinais ajuda a garantir refeições mais seguras, saborosas e de melhor qualidade.

Mirella MendonçaMirella Mendonça
Sou responsável editorial do Petitchef (Portugal e Brasil) e uma grande apaixonada por viagens e pela gastronomia do mundo, sempre em busca de novos sabores e experiências. No entanto, por mais que ame explorar as delícias de diferentes culturas, a cozinha da minha mãe sempre será a minha preferida, com aquele sabor único que só ela consegue criar.

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