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Aroeira é utilizada no pós-parto e na higiene íntima da mulher

De Culinária-Receitas - Mauro Rebelo
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Aroeira é utilizada no pós-parto e na higiene íntima da mulher

Árvore tem tradição na medicina popular do Nordeste. Horta medicinal ajuda brasileiros a trocar remédios químicos por naturais.

BEATRIZ CASTRO Fortaleza (CE)

As civilizações mais antigas já buscavam na natureza os remédios para curar suas doenças. Mas a imensa farmácia que brota na terra não oferece matéria-prima apenas para fazer pomada, xarope, tintura, elixir, sabonete. Em verso, fica mais fácil ensinar que a aroeira do sertão cura ferida e inflamação. E, mais do que uma rima, essa é uma verdade científica.
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A aroeira foi a primeira árvore a ganhar versos. A musa inspiradora é alta, forte e tem uma tradição importante na medicina popular do Nordeste: é uma das plantas de uso mais frequente e mais antigo entre as mulheres. Utilizada na higiene íntima e no pós-parto, a aroeira ganhou amparo científico e hoje os médicos já prescrevem.

Da poderosa planta são extraídos dois medicamentos. "Um é um xarope, que nós chamamos de elixir. O segundo é uma pomada para problemas ginecológicos", diz o doutor em agronomia Sérgio Horta Mattos, da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Outro remédio cantado em verso e prosa é o alecrim. Da folha é extraído um óleo essencial, onde está concentrado o princípio ativo: o timol, um poderoso antisséptico natural. A planta é usada na fabricação de três produtos.

"Fazemos um antisséptico bucal; um sabonete, que serve para problemas de pele; e também uma tintura, que tem função antisséptica para ferimentos", conta Sérgio Horta Mattos.

O alecrim combate uma série de problemas de pele e outros que incomodam bastante. É bom para acabar com a frieira e até o chulé. "Pano branco, impinge, frieira, mau cheiro dos pés, das axilas, para acne, seborreia, caspa", descreve o doutor em agronomia.

Aroeira, alecrim, confrei. O povo já sabia e a ciência só confirmou. Hoje as mudas das 40 plantas mais usadas na medicina popular são repassadas para cerca de 50 Farmácias Vivas no Ceará, uma retribuição aos ensinamentos colhidos em aldeias, quilombos, junto a rezadeiras, curandeiros, aos moradores mais antigos do interior.

"A informação era sistematizada, e as plantas eram selecionadas para estudo", diz a engenheira agrônoma Francisca Simões Cavalcanti, da UFC.

Professora da UFC e doutora em química de produtos naturais por profissão e poeta por vocação, Mary Anne Bandeira, há mais de 20 anos se dedica a estudar e a propagar o uso das plantas medicinais. Ela coordena o Projeto Farmácia Viva, que leva medicamentos naturais e ensina o poder das plantas aos cearenses.

"Nós cientistas aprendemos muito mais do que ensinamos", avalia a cientista, que teve um excelente professor. É impossível falar sobre plantas medicinais no Ceará e no Nordeste brasileiro sem mencionar um pioneiro, um semeador de conhecimentos extraídos da natureza desde os anos 60: o professor Francisco José de Abreu Matos deixou para sempre o nome gravado entre os grandes pesquisadores que souberam aliar a ciência à sabedoria popular.

O professor Matos morreu há um ano. Da terceira geração de farmacêuticos, ele plantou a semente das Farmácias Vivas que hoje estão em 28 municípios do Ceará e servem de modelo para o país.

O horto matriz, único banco de plantas medicinais do país, também é herança do professor Matos. No local, cada planta tem a certificação botânica: a garantia de que foi cientificamente identificada e os efeitos das substâncias ativas foram comprovados.

"Eu costumo dizer que o horto matriz foi o casamento feliz entre o saber popular e o saber científico", constata Francisca Simões Cavalcanti.

A mais recente Farmácia Viva foi implantada em uma das comunidades mais pobres da capital cearense, no bairro Jangurussu, periferia de Fortaleza. As crianças cuidam dos canteiros, onde cerca de 800 famílias da região podem buscar as plantas com efeitos medicinais. Muita eficácia e baixíssimo custo. Os moradores vibram com a novidade.

"O remédio da Farmácia Viva é muito melhor do que o da farmácia comum porque a gente faz com as próprias mãos e dá resultado", comenta a dona de casa Maria Lucimar Teixeira.

Em Horizonte, município da Região Metropolitana de Fortaleza, as plantas medicinais
encontraram um terreno fértil. Os canteiros se multiplicam por quatro hectares, onde crescem dezenas de espécies diferentes. A matéria-prima dá e sobra para manter o pequeno laboratório. No local são fabricados 14 tipos de produtos fitoterápicos. Todas as fórmulas foram desenvolvidas pela UFC. Mas os pesquisadores enfrentam um novo desafio: quando a ciência comprova o poder das plantas, a natureza mostra que está seriamente ameaçada.

Os pesquisadores já deram o sinal de alerta: o país com uma das maiores biodiversidades do mundo corre o risco de ver desaparecer de suas matas algumas das principais plantas medicinais. É o caso da aroeira, que já foi muito comum por todo o semiárido brasileiro, principalmente na Caatinga, e hoje está em extinção. A fama da árvore ? de madeira pesada e resistente, muito usada na construção de casas e na fabricação de móveis ? foi como uma sentença para a aroeira. Se a árvore sumiu das matas, o remédio é plantar. Agrônomos foram convocados para estudar o ciclo da aroeira e ensinar a cultivar as mudas.

"Nós desenvolvemos uma tecnologia que não precisa de duas coisas. Primeiro, esperar que a aroeira vire uma árvore, o que demora cerca de 20 anos. Segundo, não vamos matar a planta de forma nenhuma", revela Sérgio Horta Mattos.

Os cientistas descobriram que o princípio ativo encontrado na entrecasca da aroeira é o mesmo que está no broto da planta. "Essas substâncias têm um poder antiinflamatório e adstringente muito grande. E essas mesmas substâncias estão na mesma concentração do broto", diz Sérgio Horta Mattos.

E pensar que outras plantas que a ciência nem sequer estudou já estão ameaçadas. "É um exemplo importante. Outras árvores como o cumaru e o juazeiro também estão nesta lista das plantas vulneráveis ou extintas", alerta Mary Anne.

Para a aroeira ameaçada depois de tanto socorrer a população, os versos de agradecimento: "Aroeira do sertão, em nossas mãos servistes de experiência. Agora tu és ciência, a ti a nossa gratidão", declama a doutora em química.

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